Projeto de Goiás ganha prêmio por atendimento a pacientes com DPOC

Posted on 27 de outubro de 2009. Filed under: Pulmão | Tags: |

1drAplicado há 6 anos no ambulatório de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) do Hospital Geral de Goiânia (HGG), o Projeto Alivi-Ar agora é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) como o melhor programa de atendimento, diagnóstico e tratamento aos portadores de DPOC. A premiação, que concedeu 30 mil reais para a melhoria do serviço, aconteceu no III Congresso Brasileiro de DPOC, realizado de 9 a 12 de outubro em Florianópolis (SC).
Como o HGG é o único hospital terciário de Goiás – realiza procedimentos de alta complexidade em várias especialidades médicas -, o projeto atende 96 pacientes por mês em estado grave ou muito grave, sendo todos do SUS e, em média, 40% da capital e 60% de outros municípios do estado de Goiás. Visando a um atendimento de excelência, as estratégias para o diagnóstico, o estadiamento e a terapêutica seguem rigorosamente as diretrizes nacionais para o manejo da DPOC da SBPT.
“Nosso diferencial é colocar em prática o que já se encontra bem definido nas diretrizes da SBPT. Estruturamos o ambulatório para fazer o atendimento de acordo com estas orientações e disponibilizamos fichas padronizadas de consulta, de retorno, de contra-referência e de orientações individualizadas para o atendimento de urgência”, explica a dra. Heicilainy Gondim, coordenadora do ambulatório de DPOC do HGG.
Segundo ela, a aplicação correta das diretrizes tem proporcionado aos pacientes uma qualidade de vida melhor, com menor frequência de exacerbações infecciosas. “Apesar de a maioria dos pacientes do Programa Alivi-Ar serem classificados como graves ou muito graves, a frequência de internação deles é muito menor que a dos serviços de urgência de outros hospitais”, afirma.
O sucesso da equipe, no entanto, não exigiu grandes investimentos do hospital. “O que gastamos a mais foi só com a plastificação dessas diretrizes, nada além dos custos normais, mas sim muita dedicação, vigilância, diálogo com os pacientes e seus familiares com relação ao custo-benefício de um tratamento ideal, fármaco-economia, além da utilização plena de todos os meios legais para barateamento do tratamento, como uso de bônus de desconto, portarias do Ministério da Saúde etc.”, conta a dra. Heicilainy.
Com os recursos recebidos no prêmio, a equipe responsável poderá adquirir novos aparelhos de oximetria e espirometria e alguns móveis para o ambulatório., estruturar o banco de dados e otimizar a participação do serviço em protocolos multicêntricos de pesquisas clínicas.
“A parte mais importante será colocar num banco de dados todas as informações das nossas fichas de atendimentos. Assim, será possível melhorar o acompanhamento longitudinal dos casos, analisando as condutas seguidas pela equipe”, complementa a dra. Heicilainy.
Para julgar o vencedor, a banca da SBPT analisou dos 16 projetos inscritos os seguintes quesitos: estrutura física, quantidade de pacientes atendidos, estimativa de pacientes por gravidade, recursos humanos, formação profissional da equipe, protocolo utilizado para o diagnóstico, rotina de exames e avaliações, viabilidade e sustentabilidade do programa, aplicabilidade e impacto previsto ou alcançado na população.

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