Ejaculação precoce é destaque no XXXII Congresso Brasileiro de Urologia

Posted on 11 de novembro de 2009. Filed under: Urologia | Tags: |

Estima-se que um em cada três homens brasileiros sofra de Ejaculação precoce, segundo pesquisa do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apesar da alta prevalência e grande impacto na vida do homem e da parceira, a ejaculação precoce ainda é cercada de estigmas e desconhecimento.
A disfunção – suas causas, mitos e tratamentos – é um dos destaques do XXXII Congresso Brasileiro de Urologia, que acontece de 7 a 11 de novembro, em Goiânia (GO) e contará com a participação de grandes especialistas sobre o tema do Brasil e do exterior.
No dia 10 de novembro, a psiquiatra Carmita Abdo, que dirige o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), coordenará o simpósio “Ejaculação Precoce:o que VOCÊ Urologista tem a dizer”, discutindo os principais aspectos dessa disfunção no país. De acordo com a especialista, a ejaculação precoce é caracterizada por  fatores psíquicos e físicos, que afetam o sistema nervoso central. Estudos recentes revelam que o neurotransmissor serotonina exerce papel preponderante na ejaculação precoce.
O simpósio  contará ainda com a presença do urologista Miguel Alfredo Rivero, Ex-Presidente da Sociedade Latinoamericana de Medicina Sexual (SLAMS), que irá debater o manejo da doença com os urologistas. 
Para a Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), a ejaculação precoce é uma disfunção sexual caracterizada por três componentes: breve tempo desde o início do ato sexual até a ejaculação, após (ou até antes) da penetração, falta de controle ejaculatório e impacto negativo, como estresse, preocupação, frustração e resistência à intimidade sexual, causados pelo problema.
“Ao contrário do que boa parte das pessoas acredita, a ejaculação precoce não é um problema que acomete apenas homens mais jovens. Essa disfunção tem   incidência similar em todas as faixas etárias, no que difere da disfunção erétil, mais comum a partir dos 40 anos ”, explica Carmita Abdo. “O impacto na vida do casal é grande. Constrangimento, desavenças e conflitos relacionais ocorrem por conta do problema”, afirma.
Um estudo realizado recentemente com mais de 12.000 homens mostrou que aqueles identificados como ejaculadores precoces têm vida sexual significativamente pior do que homens sem a condição. Apresentam ainda menor autoestima. “Apesar disso, muitos homens  têm resistência em buscar ajuda médica ou desconhecem a possibilidade de tratamento”, explica Carmita.

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