Odontohebiatria comprova sua importância e ganha cada vez mais espaço na sociedade

Posted on 9 de fevereiro de 2010. Filed under: Ortopedia Facial | Tags:, |

A hebiatria é uma especialização da medicina que possui a atenção voltada aos adolescentes.  A especialidade começou a ganhar mais espaço na década de 50 nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, existe desde 1974 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. De acordo com a (OMS) Organização Mundial de Saúde, adolescência é o período entre os 10 e 20 anos de idade.
Na maioria das vezes, a adolescência é uma fase bastante complexa, pois é uma transição entre a infância e a idade adulta, ou seja, não são mais crianças, mas ainda não podem ser tratados como adultos. Desta maneira, existem muitas peculiaridades específicas deste período de vida.
Assim como na medicina, o atendimento odontológico do especialista em hebiatria requer muitos cuidados específicos, desde o relacionamento com o paciente como nas necessidades clínicas. A palavra odontohebiatria é formada pelos radicais gregos odonto e hebiatria. Hebiatria deriva de Hebe, conhecida como a deusa da juventude na mitologia grega. 
Desta maneira, para suprir essa demanda que cada dia mais cresce o número de profissionais especializados em atender justamente essa faixa etária: o odontohebiatra.
De acordo com o especialista em ortodontista e ortopedista-facial, Gerson Köhler, é muito importante conhecer a adolescência e suas características próprias, tanto psicológicas como biológicas e sociais. “O adolescente passa por uma série de transformações metabólicas e hormonais, que refletem no estresse emocional provenientes de cobranças externas e pressões de querer aceitação na sociedade, que se resultam em comportamentos de risco. Por isso o cuidado deve ser redobrado com eles”, alerta.
As especificidades físicas, bucais, dentofaciais e comportamentais dos adolescentes determinam formas mais adequadas do cirurgião-dentista atender esse grupo, para que ele contribua efetivamente para a formação e o desenvolvimento de indivíduos saudáveis e responsáveis por sua saúde bucal. O profissional deve estar livre de preconceitos e estereótipos, além de ter a obrigação de entender o universo da adolescência, identificando as alterações pelas quais o indivíduo está passando e ainda ter o discernimento do que são aspectos normais e patológicos nessa fase.
Os cuidados odontológicos do paciente adolescente deve levar sempre em consideração que é entre os 12 e 20 anos de idade que a ocorrem intensas modificações craniofaciais e dentárias, além do fato de também ser nesse período que se completa a formação completa dos dentes com as suas 32 unidades. Nessa fase é muito comum a formação de cáries, problemas periodontais, a halitose e as oclusopatias que alteram a região dentofacial, repercutindo sobre a beleza, harmonia e funcionalidade do rosto como um todo.
“O profissional deve saber identificar precocemente unidades supranumerárias, oligodontias e dentes impactados ou inclusos, além de que as exodontias (extrações) de terceiros molares podem ser profilaticamente necessárias no final da fase adolescente”, complementa Köhler.

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