Prognatismo mandibular pode ser tratado – na fase infantil – com aparelhos ortopédicos

Posted on 19 de março de 2010. Filed under: Saúde bucal | Tags:, |

O prognatismo mandibular é um problema que altera significativamente a harmonia e beleza do rosto, sendo a anomalia dentofacial mais deformante da face. Para visualizar se o problema existe, basta verificar se os incisivos – que são os dentes da frente – da arcada inferior fecham-se à frente dos incisivos superiores. Isso ocorre quando na face da criança  a mandíbula (que contém os dentes inferiores) estiver tendo um crescimento inadequado, maior do que a maxila (que contém os dentes superiores).
De acordo com o especialista – e professor de pós-graduação – em ortodonta e ortopedia-facial, Gerson Köhler, existem três formas características de relacionamento dos dentes inferiores (da mandíbula) com os superiores (da maxila). Tecnicamente – e com base apenas na posição dos dentes em si – são chamadas de: Classe I  (correta),  Classe  II (com projeção para a frente dos dentes da maxila, ocorrendo em cerca de 80% dos casos; e a Classe III, quando os dentes da mandíbula estão à frente dos da maxila. A Classe III é a de menor incidência na população, mas é a mais temida e difícil de normalizar, podendo, em casos em que o fator genético é predominante, necessitar de procedimentos cirúrgicos associados com ortodônticos.
“A anomalia dentofacial (má -oclusão dentária) de  Classe III (com presença do prognatismo mandibular) pode ter origem essencialmente esquelética, mas, em muitos casos, pode também ser decorrente de questões disfuncionais do sistema mastigatório. De qualquer forma o prognatismo mandibular causa – sempre – uma acentuada e desagradável deformidade facial. Este problema de desfiguramento progressivo do rosto pode, no entanto, ser interceptado durante a fase de crescimento e desenvolvimento craniofacial mediante o uso de aparelhos ortopédicos”, explica o professor Köhler.
Segundo o especialista, pelo fato do prognatismo mandibular poder envolver questões osteo-cartilaginosas endocondrais – seja por ação genética e/ou apenas decorrente de uma disfuncionalidade  – os aparelhos ortopédicos, que visam restringir o crescimento da mandíbula, devem ser prescritos terapeuticamente  em tenra idade na criança, desde que – é óbvio – já haja capacidade de colaboração da mesma. Por isso, a importância de um diagnóstico precoce.
O prognatismo mandibular pode ocorrer – pelo desvio da funcionalidade própria do rosto e – quando a criança respira pela boca, o que exige que ela fique entreaberta, com a língua posicionada inadequadamente na parte de baixo da cavidade bucal. Esse fato pode propulsionar e estimular – repetidamente, durante as 24 horas do dia  – a mandíbula a começar a ter um crescimento alterado, para maior do que o normal.
Entretanto, com o tratamento tempestivo e precoce desta anomalia dentofacial, o componente esquelético da mandíbula pode responder muito bem ao uso de aparelhos ortopédico-faciais. Com isso, comprova-se ainda mais a veracidade da importância de toda criança efetuar consultas periódicas – ao estilo daquelas ao médico pediatra – ao ortopedista facial/ortodontista pediátrico para controle do crescimento e desenvolvimento de sua face.

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