Doenças

Lúpus pode causar problemas de disfunção mandibular

Posted on 14 de janeiro de 2010. Filed under: Doenças, Ortopedia Facial | Tags:, |

O lúpus é uma doença auto-imune crônica que pode danificar qualquer parte do corpo, como a pele e articulações e – na maioria das vezes – órgãos do corpo humano. Portanto, pacientes com lúpus têm problemas dentários específicos em conseqüência do processo da doença e das medicações necessárias para controlar os seus sintomas. Cerca de 90% dos indivíduos com lupus apresentam inflamações articulares. As articulações craniomandibulares podem – nesses pacientes – ser drasticamente afetadas, fazendo com que os movimentos fiquem limitados, ocasionando dores nas laterais e nos músculos da face.
Desta maneira, essa doença crônica, assim como outras relacionadas ao sistema imunológico, podem causar ou piorar a DTM – a chamada Disfunção Temporo-Mandibular – que é conseqüência de diversas desordens que envolvem os músculos mastigatórios, a articulação temporo-mandibular (ATM) ou os dois juntamente.
Estudos comprovaram que a maioria das vítimas de problemas de DTM são mulheres, numa proporção de 3 para 1 que o aumento no nível do hormônio feminino estrógeno no organismo pode causar flacidez generalizada nos ligamentos que sustentam as ATMs. Isto pode explicar, entre outras causas, a maior incidência  de ruídos articulares em mulheres.
Problemas de DTM são responsáveis pela maioria das dores orofaciais crônicas e são diagnosticadas por sintomas característicos, como cefaléia, ruído articular, otalgia (ouvidos), artralgia(articulações), mialgia (músculos), dentre outros.
Essa doença imunológica também pode ter estar relacionada com a síndrome de Sjögren, em que as glândulas salivares podem inflamar e causar a condição conhecida como “Xerostomia ” popularmente conhecida (em inglês) como dry mouth”. “Dry mouth” pode ser entendido como boca seca. Neste caso a saliva é produzida em menor quantidade do que o normal, provocando problemas ao falar, comer, engolir, e principalmente uma alta sensibilidade à infecções na boca.
De acordo com o ortodontista e ortopedista-facial, Gerson Köhler, os pacientes portadores do lúpus deveriam visitar o odontologista regularmente, geralmente com um intervalo entre três e seis meses, além de checar constantemente a parte interior da boca para ver se não há áreas vermelhas ou irritações. Köhler ainda recomenda que se essas áreas foram constatadas, deverão ser informadas ao médico e ao odontologista com a urgência necessária.
“Nos tratamentos da região dentofacial o paciente deve informar ao especialista em Odontologia sobre seu histórico médico, além de entregar ao profissional uma lista completa das medicações que está tomando. O odontologista também precisa estar ciente sobre a dosagem correta e atualizada e sobre  todo e qualquer efeito colateral dos medicamentos”, ressalta Köhler.
Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Graduado em Odontologia pela UFPR.
Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia Facial também pela UFPR
Professor convidado, desde 1988, do curso de pós-graduação em Ortodontia e Ortopedia Facial da UFPR.
Foi Presidente da Associação Paranaense de Ortodontia e Ortopedia Facial por duas gestões.
Sócio fundador e secretário-geral (por duas gestões) da Associação Brasileira de
Ortodontia e Ortopedia Facial – a ABOR.
Articulista – para a mídia científica e leiga – sobre temas voltados ao crescimento craniofacial (crianças e adolescentes) e sobre a funcionalidade da face humana em sua integralidade com as demais funções corporais.
Site: http://www.kohlerortofacial.com.br/
Blog: http://gersonkohler.wordpress.com/
E-mail: kohler1@uol.com.br
Fone: 41 3224.4883
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.

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Pacientes com hepatites pedem atenção ao Ministério da Saúde

Posted on 11 de dezembro de 2009. Filed under: Doenças | Tags:, |

Portadores de hepatites se reuniram em São Paulo, no início do mês, para discutir perspectivas de tratamento da doença no Brasil e a recente incorporação do Programa de Hepatites Virais pelo Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde. O presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, Carlos Varaldo, cobrou mais atenção das autoridades em saúde para o diagnóstico e tratamento da doença que registra mais de 37,5 mil novos casos por ano no Brasil. Representando o ministro da saúde, a Dra. Márcia Colombo afirmou que a doença será uma das prioridades do Ministério da Saúde em 2010.
Na ocasião, Christopher Kennedy Lawford, sobrinho do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, lançou o livro “C Sua Vida Mudasse” para os pacientes e contou como a luta contra a doença o motivou para combater a falta de informação sobre hepatite C no mundo.

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PALESTRA GRATUITA ORIENTA OS FAMILIARES DE PORTADORES DE DEMÊNCIAS DO TIPO ALZHEIMER E SIMILARES SOBRE PROCEDIMENTOS JURÍDICOS

Posted on 27 de outubro de 2009. Filed under: Doenças | Tags: |

No próximo dia 29 de outubro, última quinta-feira do mês, a ABRAz – SP (Associação Brasileira de Alzheimer e Doenças Similares do Estado de São Paulo) oferece gratuitamente orientação sobre a doença de Alzheimer. Contaremos com a presença de profissionais especialistas, advogados e psicólogos.
O evento tem o objetivo de esclarecer dúvidas  comuns sobre as questões jurídicas que envolvem os familiares e o portador da doença de Alzheimer, tais como: 
ü       Por que e como interditar a pessoa portadora da doença de Alzheimer?
ü       Quem pode ser o curador do paciente de Alzheimer?
ü       E a “procuração de plenos poderes”, não possui a mesma finalidade da interdição?
ü       Quais benefícios podem ser concedidos pelo INSS? 
Além disso, promove a troca de experiência entre familiares de portadores de Alzheimer e profissionais.
São muito produtivos estes encontros,  auxiliam de maneira significativa no dia-a-dia do cuidador, considerando que há  pouca divulgação sobre o tema e que uma das principais ferramentas para o tratamento da Doença de Alzheimer é a informação.
Palestrante: Flávia Celestino é advogada formada pela Faculdade de Direito de Osasco – FIEO e bacharel em Administração de Empresas com especialização em Marketing pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Processo Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC. É diretora jurídica da Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo.
Local: Igreja Dom Bosco
Rua Cerro Corá, 2101 – esquina com a Rua Pio XI – Alto de Pinheiros
Data: 29/10/2009      Horário: 19:30
Gratuito
Inscrição: (11) 2091-2723 ; 0800551906; no local.
www.abraz.com.br  ou www.abrazsp.org.br

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Anvisa aprova nova classe de medicamento para tratamento de psoríase moderada e grave

Posted on 27 de outubro de 2009. Filed under: Doenças | Tags: |

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA,  acaba de anunciar a aprovação do STELARAä (ustequinumabe), medicamento biológico desenvolvido pela Janssen-Cilag e indicado para tratamento de psoríase moderada e grave. A psoríase é uma doença imunológica que causa graves inflamações na pele e cujos pacientes reportam insatisfação e frustração com as opções de tratamento disponíveis atualmente. Na segunda quinzena de setembro, o medicamento também foi aprovado pela agência sanitária norte-americana, FDA – Food and Drug Administration, e pelo NICE – National Institute for Health and Clinical, do Reino Unido.
A psoríase é uma doença imunológica crônica, causada pela intolerância do sistema imunológico aos componentes do próprio organismo. Como resultado, a pessoa apresenta superprodução das células da pele, que causam inflamações, manchas avermelhadas e placas que podem sangrar. Estima-se que 3% da população mundial têm psoríase, sendo que um quarto dos casos são considerados moderados a graves.
“A psoríase pode impactar de forma considerável a vida do paciente, causando estigma social, maior incidência de comorbidades e menor produtividade, pela rotina constante do tratamento. Com apenas uma dose a cada três meses, o STELARAä é eficaz no tratamento da doença e o seu uso está associado a uma melhora na qualidade de vida do paciente, tratando as inflamações sem deixar que a rotina de medicação interfira no seu dia-a-dia”, afirma José Carlos Appolinário, diretor médico da Janssen-Cilag no Brasil.
O STELARAä é uma nova classe de medicamento biológico para tratamento da psoríase, que atua nas proteínas naturais IL-12 e IL-23, responsáveis pelo desencadeamento da doença. Além da significativa melhora dos pacientes, o medicamento também tem um número reduzido de aplicações. São apenas quatro doses ao ano, ou uma a cada 12 meses na fase de manutenção, contra 104 ao ano de outros tratamentos com biológicos.
A eficácia do STELARAä foi comprovada em um dos maiores programas clínicos já realizados para tratamento da condição, que incluiu 2200 pacientes. O Programa comprovou que sete de cada dez pessoas que receberam o tratamento apresentaram melhora significativa de mais de 75% nas inflamações da pele em apenas 12 semanas de tratamento. Os bons resultados foram mantidos após um ano de tratamento contínuo.
Sobre a Janssen-Cilag
A Janssen-Cilag é uma indústria farmacêutica reconhecida pela inovação em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e serviços de alta qualidade. Opera mundialmente e emprega 120 mil pessoas, atendendo as diversas necessidades médicas e farmacológicas.
A empresa está no Brasil há 75 anos e comercializa 60 medicamentos. É pioneira em biomedicina e na produção de imunológicos, além de ser referência no tratamento da dor, oncologia, transplantes, infectologia, cardiologia, sistema nervoso central, saúde da mulher, nefrologia e doenças gastrintestinais.
Mais informações sobre a Janssen-Cilag no site www.janssen-cilag.com.br

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Estudo mostra que cura da hepatite C atinge 66% das pessoas em tratamento

Posted on 22 de outubro de 2009. Filed under: Doenças | Tags:, |

Ao longo dos últimos anos, muitos avanços mostraram que a cura para a hepatite C, uma doença que atinge mais de 3 milhões de brasileiros, é possível. A próxima edição da revista médica Gastroenterology traz os resultados de um estudo que reforça justamente este avanço na luta contra a doença e renova as esperanças dos pacientes com o vírus HCV.
Realizado em Milão, na Itália, com cerca de 450 pacientes, o estudo MIST (Milan Safety Tolerability Study) avaliou taxas de cura de pacientes com diferentes tipos de hepatite C e comparou a eficácia dos tratamentos disponíveis atualmente – os interferons peguilados – Pegasys (peginterferon alfa-2a) e PegIntron (alfapeginterferona 2b).
Resultados do MIST mostram que a chance de cura pode chegar a 66% nos pacientes analisados. Além disso, o estudo comprovou que pessoas com cirrose também apresentaram taxas de cura próximas a 50%, consideradas altas.
Ao comparar os dois interferons peguilados disponíveis para o tratamento da doença, o MIST concluiu que o tratamento com o interferon peguilado alfa 2a é superior ao alfapeginterferona 2b. Os dois medicamentos são injetáveis e representam uma evolução do interferon convencional, com uma dose semanal e mais eficácia no tratamento da doença.
Estudos brasileiros
No Brasil, os medicamentos para tratamento da hepatite C estão disponíveis e as taxas de cura também são significativas. Hepatologistas, gastroenterologistas e outros especialistas de todo o País se reuniram na última semana para o Congresso Brasileiro de Hepatologia, em Gramado (RS). O evento apresentou estudos em torno das terapias e perspectivas de cura para a hepatite crônica C.
Em Minas Gerais, um estudo do Ambulatório de Hepatites Virais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontrou taxas satisfatórias de cura clínica da hepatite C – cerca de 54% dos pacientes tratados com Pegasys (peginterferon alfa-2a) alcançaram resposta e 35,8% das pessoas que receberam PegIntron (alfapeginterferona 2b). Em São Paulo , o especialista Hoel Sette também identificou respostas satisfatórias. Um de seus estudos alcançou resultados de mais de 60% de taxa de cura com Pegasys (peginterferon alfa-2a). O Congresso trouxe também resultados de estudos com novos medicamentos que podem elevar a chance de cura da hepatite C para mais de 75%.
“Os resultados são uma boa notícia para os pacientes com o vírus. No entanto, o tratamento da doença esbarra em um fator ainda mais importante – a subnotificação de novos casos“, explica o especialista Dr. Hoel Sette, dono de um dos estudos sobre o tratamento da hepatite C. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 3 milhões de brasileiros  estão infectados com o vírus e não sabem de sua situação. Sem o diagnóstico, as chances de resposta podem diminuir com a progressão da doença.

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